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Serralharia e metais / Re: Soldar MIG com CO2
« Última mensagem por bata001 em Sexta, 15 de Março, 2019, 17:38:09 pm »
Caro Fil Reis

Penso que talvez seja dificil uma ajuda do Lagosta atendendo ao facto de que ele já  não visita o forum há pelo menos um ano.

Mas ..... nunca se sabe
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Serralharia e metais / Re: Soldar MIG com CO2
« Última mensagem por Fil Reis em Terça, 12 de Março, 2019, 11:59:58 am »
Caro amigo Lagosta

Eu também ando à procura de uma maquina jeitosa para soldar com CO2. Para o que faço chega perfeitamente. Contudo nas lojas apenas me querem impingir contratos (garrafas) que não me servem, pelo que ainda não decidi que maquina comprar. Sará que me podes dar uma ajuda?
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Madeiras / Re: Mini projecto 1 - Tabuleiro
« Última mensagem por AlexB em Domingo, 10 de Março, 2019, 03:34:06 am »
Obrigado Bata.
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Madeiras / Re: Mini projecto 1 - Tabuleiro
« Última mensagem por bata001 em Sexta, 08 de Março, 2019, 14:10:05 pm »
como se diz hoje em dia quando se quer elogiar algo.

" Bué Fixe"

É de facto um belo trabalho
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Madeiras / Mini projecto 1 - Tabuleiro
« Última mensagem por AlexB em Quinta, 07 de Março, 2019, 17:37:26 pm »
Se há um projecto icónico para quem está a começar nisto das madeiras que toda a gente deve fazer é o belo do tabuleiro, portanto aqui vai o meu. ;D
Visto que fui pai recentemente e logo de duas piratas, o tempo para trabalhar nas madeiras nos últimos dois anos tem sido praticamente nulo, daí ultimamente só ter feito coisinhas pequenas.
Este tabuleiro serviu para estrear tanto o meu serrote artesanal nos malhetes rabo de andorinha e comprovar se de facto servia para alguma coisa, como eu próprio que nunca tinha feito malhetes destes.
A madeira é toda reciclada. As laterais e o fundo foram retirados de paletes e os topos em sapelli foram de uns barrotes velhos que tinha aqui num barracão.
Os malhetes são "half blind dovetail", usados tipicamente nas gavetas. Em Português não faço ideia como se diz, mas se alguém souber agradecia.
O design não é da minha autoria. Foi retirado da net mas gostei porque alia um design moderno com métodos artesanais.
Espero que gostem.

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Ferramentas / Re: Serrotes de costas Disston&Sons nº4 8" e 12".
« Última mensagem por GLFaria em Terça, 05 de Março, 2019, 01:09:21 am »
Sim, já os conhecia, mas obrigado por os lembrar. Pois, parece magia, e por isso é que é tão difícil para quem não está treinado. E quanto mais fina for a "dentadura"...

No Leroy costuma haver vaselina sólida e vaselina líquida. Em muitos outros sítios, incluindo a drogaria aqui do bairro, também há.
Nunca experimentei a líquida, tenho muito jeito para entornar coisas. A sólida resulta, mas pelo que me diz respeito tem dois contras - é mais maçadora de aplicar (não dá para pincelar), e no Inverno, com o frio, tenho a sensação que fica mais sólida. Aplico-a com os dedos ou com um trapo. Se experimentar a líquida por favor dê-me as suas impressões.

Para mim, a lata do P. Sellers não é muito prática - uso o trapo numa variedade de ferramentas, por isso uma solução desse tipo acaba por ser incómoda. Mas para ferramentas com superfícies mais ou menos planas é uma boa ideia. Além do trapo, também uso ocasionalmente uma trincha de pequena - entre 10 e 20 mm - com uma ou duas gotas de óleo. Muito fácil de aplicar e cobre bem as pequenas superfícies irregulares.
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Ferramentas / Re: Serrotes de costas Disston&Sons nº4 8" e 12".
« Última mensagem por AlexB em Segunda, 04 de Março, 2019, 23:40:39 pm »
Muito obrigado pelas dicas GLFaria.
A questão da cêra está resolvida. Achei um pouco estranho mas nunca se sabe.
Eu já uso a famosa solução da lata do Paul Sellers com óleo 3 em 1. Quando estou numa fase em que trabalho com alguma regularidade a coisa até funciona, o problema é que com o nascimento das minhas filhas fico vários meses sem pegar nas ferramentas e aí os piquinhos de ferrugem não perdoam.
Em relação à vaselina sabe me dizer se se compra naquelas grandes lojas de bricolage tipo "Leroy"? Vou ver se encontro.

Em relação ao youtuber Paul Sellers concordo a 100% consigo e a solução dele com a trava dos dentes e um martelo é um exemplo perfeito. Nas mãos dele, aquilo ficou perfeito à primeira mas quando fui eu, é como já descrevi. Funciona mas ficou muito inconsistente e a morder a madeira. A solução que resultou lindamente foi a do Tom Lie Nielsen e que também é usada pelo Rob Cosman. Corrigir os desvios da trava experimentado e depois usar uma pedra de afiar no lado para onde o corte puxa.

Ele usa-a neste video para afinar um "crosscut" mas resulta igualmente num "ripcut". (minuto 8:50)


Este é do Rob.(minuto 5:40)


Aquilo parecia magia. A cada corte a melhora era logo evidente até que ficou a cortar direitinho e suave.
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Ferramentas / Re: Serrotes de costas Disston&Sons nº4 8" e 12".
« Última mensagem por GLFaria em Segunda, 04 de Março, 2019, 21:40:50 pm »
Maldito teclado!... Continuando:
...em pequena quantidade até pode utilizar a vaselina medicinal (mais cara) que se vende em bisnagas.
Há no comércio vernizes "para proteger metais". Nunca experimentei, a simples ideia de envernizar uma ferramenta, especialmente se for boa, repugna-me.

Se o serrote for utilizado com alguma frequência, basta limpar os dentes (uma escova de dentes resulta bem) para remover a serradura que lá esteja acumulada, limpar a folha, e usar um trapo com óleo na folha e nos dentes (uso lenços velhos (lavados...) embebidos em óleo "3 em 1", guardados dentro de uma latinha fechada); tenho óleos melhores, que nos velhos tempos utilizava em armas, mas o "3 em 1" que há por aí em todo o lado serve perfeitamente. É preciso é não esquecer de limpar a folha antes de usar - o rolo de papel de cozinha é o ideal.

Afiar um serrote com 20 TPI não é nada fácil, e exige experiência, especialmente se for para afiar "cross-cut" (desculpem lá, não me vou meter em traduções). Tenho um Veritas, que comprei propositadamente com 20 TPI "rip-cut", e arrepia-me a simples ideia de algum dia ter de o afiar.
Tenho um alicate de dar trava relativamente rústico, mas só o utilizo para um serrote Sandvik com 7 TPI que já tenho há muitos anos, e que modifiquei de "cross-cut" para "rip". Teria de comprar um muito melhor - e muito mais caro, se por acaso o conseguisse encontrar - para dar trava a um serrote com 20TPI.

Paul Sellers - aprecio-o bastante, embora nos últimos anos se tenha tornado cada vez mais filosófico e confuso; mas há que ver que muitas das soluções "simples " que ele propõe só são "simples" porque ele tem 50 ou mais anos de experiência profissional - não são tão simples assim para amadores com pouca prática.

Por último, alguns links que calculo já tenha encontrado, mas aqui vão à mesma:
http://norsewoodsmith.com/?q=content/sharpening-hand-saws
http://norsewoodsmith.com/?q=content/sharpening-continued
http://norsewoodsmith.com/?q=content/using-and-troubleshooting-saws

Tenho-os em PDF, mas não me lembro onde ou como os fui arranjar.

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Ferramentas / Re: Serrotes de costas Disston&Sons nº4 8" e 12".
« Última mensagem por GLFaria em Segunda, 04 de Março, 2019, 20:55:37 pm »
(Quote):
Tenho no entanto uma dúvida. Vi num video, um tipo no final da restauração a passar todo o serrote, metal incluido com cêra para madeira. Ele diz, que ao contrário dos óleos protectores a cêra não evapora e também protege a ferrugem, nomeadamente nos medalhões, que não estão em contacto com nada. Alguém me sabe dizer se isto faz sentido?"
(Unquote)

Do que se faz na prática da marcenaria sei pouco. Mas tenho alguma prática da metalomecânica - e aí ninguém usaria esse "método". Suponho que se trata de conservação. O principal problema é - não se sabe que aditivos é que foram incluídos nessa "cera", e que efeitos a longo prazo podem ter no metal.
O que sugiro (e faço) é: se se trata de armazenamento a longo prazo, limpar bem o metal, eliminando todo os restos de outros produtos, e proteger com vaselina neutra (a que é utilizada para proteger os terminais das baterias -vaselina neutra industrial - é suficiente, mas em pe
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Ferramentas / Re: Serrotes de costas Disston&Sons nº4 8" e 12".
« Última mensagem por AlexB em Segunda, 04 de Março, 2019, 16:02:58 pm »
Pajo, não terá sido bem o euromilhões mas olhe que a alegria não deve ter andado longe, por todos os motivos.

GLFaria, obrigado pela partilha do site. Só tomei conhecimento do mesmo à umas semanas atrás, quando recebi os serrotes, mas acho que já o devorei duma ponta a outra.
Em relação a afiar serrotes a minha esposa já nem pode ouvir falar em videos sobre o tema. Apesar de já os ter visto à uns tempos atrás, revi imensos na ultima semana. Este fim de semana acabei a restauração do serrote pequeno e também já o afiei.

Aliás, esta foi a fase mais morosa do processo.

-Alinhei os dentes com uma lima. Tive apenas uma dúvida. No arranque do serrote há 2 ou 3 dentes muito pequenos que praticamente não existem. Isto é possivel remediar limando os topos muito mais até estes ficarem com a altura dos outros. O problema é que iria retirar uns bons 2 ou 3 milímetros à lâmina que já de si não é muito larga. Resolvi abdicar destes dentes, alinhando o suficiente para todos os outros ficarem alinhados e experimentar. Se não resultasse iria desbastar o resto até apanhar os dentes todos.

-Afiei os dentes com uma lima triangular pequena( na realidade é de 6 lados). Já tinha experimentado num outro serrote criar um pequeno apetrecho em madeira para meter na ponta da lima ao estilo do da varitas para ajudar nos ângulos, mas depois de várias experimentações, consegui melhores resultados segurando apenas com as mãos. Ao contrário do meu outro serrote onde usei dois TPIs diferentes, um de cerca de 20 no arranque e o resto a 15, para este usei apenas 15TPIs por achar quase impossivel afiar a 20 TPIs. O que fiz, foi nos dentes de arranque meter um ângulo mais suave na face de ataque dos dentes e depois ir subindo até aos 90º. Ficou óptimo e arranca muito bem sem custo.

Acertei a trava ou kerf. Aqui é que a porca torceu o rabo e deu-me um trabalhão até encontar um método que me satisfizesse. Como não tenho alicate para o efeito usei o método do Paul Sellers de punção e martelo. Usei um prego de betão grande que tem o aço muito duro e limei um pouco a ponta para criar uma face plana um pouco mais pequena que os dentes. Depois acentei a lâmina numa tábua de pinho plana e fui martelando. No fim, tal como o Paul Sellers aconselha, com um martelo, retirei um pouco a trava. O serrote ficou a funcionar mas a trava ficou inconsistente e mordia um pouco a madeira. Passei uma tarde inteira a afinar a trava dente a dente com uma lupa e aos poucos ficou muito melhor. No fim, fiz o truque que o Tom Lie Nielsen usa num video sobre afiar serrotes que é experimentar e consoante o lado para onde o corte tende a "tombar", passar uma pedra de afiar desse lado dos dentes para afinar a trava e ficar simetrica.
Fiquei muito contente com o resultado final mas demorou mesmo muito tempo.

Fica um video com o primeiro testdrive já depois de afinado e a fotografia a comprovar o resultado. Queria seguir a linha, mas mandendo-a do lado esquerdo do corte, como faço nos malhetes. Ficou perfeito. E dá para perceber que depois de alinhar o corte foi só serrar e o corte não se desviou um milímetro ;D






E por fim uma imagem do serrote acabado e um pormenor do medalhão onde se pode confirmar a idade.





Tenho no entanto uma dúvida. Vi num video, um tipo no final da restauração a passar todo o serrote, metal incluido com cêra para madeira. Ele diz, que ao contrário dos óleos protectores a cêra não evapora e também protege a ferrugem, nomeadamente nos medalhões, que não estão em contacto com nada. Alguém me sabe dizer se isto faz sentido? Obrigado.
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